sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Seis projetos de música nacional moderna que você precisa conhecer.

Carnaval, muita festa e principalmente propaganda que valoriza o país sobre tudo nessa época, e a partir disso eu resolvi postar algo sobre a música popular brasileira, apresentando alguns cantores, projetos e bandas que poderiam ser mais valorizadas por nós brasileiros, ao contrário do que se tornou, para muitos, a MPB, com músicas de único verso e refrão com um instrumental na maioria das vezes indiferente. Além disso, é preciso superar esse fascínio pela música estrangeira desenvolvido pela simples ideia de que em nosso país não existem bandas suficientemente boas, com poesias de uma língua que é tão bonita quanto qualquer uma, pois é, para nós, independente de uma tradução literal que não faça jus ao verdadeiro significado entre outros diversos pontos.

1 – Leo Cavalcanti, jovem cantor, compositor, multi-instrumentista e arranjador, é detentor de múltiplos talentos e desenvolve uma linguagem musical ímpar, tanto pela qualidade e originalidade de suas composições – que buscam o sincretismo cultural e a universalidade, com melodias ricas e intensas, poesia sofisticada que questiona e dialoga com seu tempo e procura os significados mais profundos da existência – quanto por seu grande potencial como cantor, instrumentista e arranjador de suas canções.

2 Cohem e Marcel, influenciados pela música dos anos 60, 70 e 80, pelo amor cantado por Marina Lima e Herbert Vianna, e inspirados em duplas como Jane e Herondy, Leno e Lilian e Caetano e Gal, surgiu a vontade de gravar algo paralelo a seus projetos individuais (Marcela, com o comentado disco ‘Será que Caetano vai gostar?’, lançado há um ano, e Daniel liderando a banda mão de oito, também na estrada com o EP ‘Vim’). O resultado é uma música enxuta, minimalista e essencialmente brasileira, com toques marcantes de rock, jazz e pop.

3 – Thiago Pethit é um cantor nascido na cidade de São Paulo. Fez sua estreia em 2008, com o EP ‘Em Outro Lugar’. Influenciado pelo vaudeville de Tom Waits, Kurt Weill, Leonard Cohen e pela cena underground dos anos 60 e 70, o primeiro álbum de Thiago - intitulado ‘Berlim, Texas’ - foi lançado em 2010, com produção de Yuri Kalil (Cidadão Instigado), sonoridade calcada no Folk e letras que discorrem sobre percalços amorosos e cotidianos.

4 – Jay Vaquer, cantor brasileiro, nascido no Rio de Janeiro. Filho de Gay Anthony Vaquer (guitarrista americano). Protagonizou em 2000 o musical Cazas de Cazuza, dirigido por Rodrigo Pitta, e que tinha no elenco Vanessa Gerbeli, Lulo Scroback e Bukassa Kabengele, entre outros. Depois do sucesso do musical, lançou seu primeiro disco, “Nem Tão São”, de forma independente. Deste disco, gravou 2 clipes com dinheiro próprio: “A Miragem” e “A ponta de um Iceberg”.
Em 2004 gravou seu segundo álbum, “Vendo a Mim Mesmo”, com 13 faixas. Desse álbum saiu seu terceiro clipe, para a música “Pode Agradecer”, obtendo destaque novamente na MTV.

5 – Agridoce é uma dupla brasileira de folk formada em São Paulo, Brasil em 2010. Sua formação são Pitty Leone (Shes, Inkoma e Pitty) que toma conta do piano minimalista e Martin Mendezz (Malefactor,Cascadura e Pitty) no violão dedilhado, ambos no vocal. Tudo deu origem enquanto mostravam a música dançando no livestream.

6 – Megh Stock teve seu primeiro contato com a música cedo, através do pai, Ivan, que toca violão. Durante a infância, costumava trancar-se na sala antes de todos acordarem para imitar as performances de Madonna e da muppet Miss Piggy. Mas até que optasse pela música como direcionamento artístico profissional, tomou outros rumos. Ainda menina, começou a fazer aulas de balé e dança moderna, chegando a tornar-se professora, participar de festivais pelo país e ser premiada internacionalmente. Contudo, largou a atividade aos dezenove anos, quando ficou grávida de seu primeiro filho.

Enfim, é isso. Tentei ter o cuidado para não colocar aqui, algo que fosse muito “conhecido”, como grandes nomes da música brasileira, que sim, tiveram seus nomes e trabalhos reconhecidos, mas em grande parte por gerações que não tinham o contato e acesso a diferentes gêneros como acontece atualmente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário